Pielonefrite: quando a infecção urinária atinge os rins.

Muitas pessoas estão familiarizadas com a cistite — aquela infecção comum que causa ardência ao urinar e vontade frequente de ir ao banheiro. No entanto, quando as bactérias não são eliminadas e conseguem subir do trato urinário inferior até os rins, surge uma condição muito mais séria: a pielonefrite. A pielonefrite é uma inflamação renal infecciosa que exige atenção imediata. Diferente de uma infecção urinária simples, ela pode comprometer a função dos rins e se espalhar para a corrente sanguínea. Sintomas de alerta Os sinais da pielonefrite costumam ser mais intensos e sistêmicos do que os de uma cistite. Fique atento aos seguintes sintomas: Febre alta e calafrios: É um dos principais sinais de que a infecção atingiu os rins.

Dor lombar: Geralmente sentida em apenas um dos lados, logo abaixo das costelas. Náuseas e vômitos: O mal-estar gástrico é comum devido à gravidade da infecção. Alterações na urina: Urina com odor forte, turva ou com presença de sangue. Prostração: Sensação de cansaço extremo e fraqueza. Como a infecção ocorre? Na maioria das vezes, a infecção é “ascendente”. Isso significa que bactérias (geralmente a Escherichia coli) entram pela uretra, colonizam a bexiga e, se não combatidas, sobem pelos ureteres até os rins. Alguns fatores aumentam o risco dessa progressão, como a presença de cálculos renais (pedras nos rins), diabetes, gravidez ou qualquer obstrução que impeça o fluxo normal da urina. O risco de complicações A pielonefrite é considerada uma urgência urológica. Se não for tratada rapidamente por um especialista, pode levar a complicações graves, como:

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1. Cicatrizes renais: Que podem resultar em hipertensão ou insuficiência renal crônica. 2. Abscesso renal: Acúmulo de pus nos tecidos do rim. 3. Sepse: Quando a infecção cai na corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo e colocando a vida em risco. Diagnóstico e Prevenção O diagnóstico é clínico, mas confirmado por exames de urina (tipo 1 e urocultura) e exames de imagem, como a tomografia computadorizada, para avaliar a extensão da inflamação. Para prevenir, a regra de ouro é a hidratação: beber água ajuda a “lavar” o trato urinário. Além disso, nunca ignore os sintomas iniciais de uma infecção urinária comum. Ao menor sinal de febre associada a dor lombar, procure um urologista imediatamente.